|
Lembro-me de aos 6 / 7 anos a minha mãe se preocupar com o meu baixo peso para a idade e de alguns Médicos a que me levava, me receitarem diversas Vitaminas, coisa que nunca resultou no aumento “maternalmente” desejado do peso.
Com 19 anos, ao entrar na Faculdade, media 1,70m e pesava penso que 62 quilos. Cinco anos depois ao sair da mesma Faculdade, pesava 66 quilos. A partir daí, fui trabalhar para o Sector Automóvel, boas viagens pelo País e Estrangeiro e foi sempre a subir, 70, 75, 80, 85 e finalmente 90 quilos.
Todos os anos, em diversas ocasiões, os amigos e conhecidos me diziam que devia fazer uma dieta, que estava demasiado pesado, que era um risco para a saúde. Pois sim, não perdia uma boa almoçarada ou jantarada e quanto a exercício, batatas! Como filho de bons Alentejanos, Pão, Batatas, Azeite, Vinho eram omnipresentes bem como os “bons” hábitos de molhar o pãozinho no molho…
Claro que a resistência física era menor, por vezes sentia-me cansado sem razão aparente, mas ia-se vivendo. Em 2006, no Ski em Andorra, em que levantar-me custava bem mais do que a queda, os meus amigos e eu fizemos uma aposta em que um ano depois, ou seja em 2007, quando fossemos ao Ski novamente, deveria ter perdido 10 quilos ou seja quase 1 quilo por mês. Quem perdesse a aposta pagaria um jantar (porque é que os prémios das apostas são sempre refeições?).
A decisão não foi imediata mas com 90 quilos marcados na Balança na manhã do dia 01 de Agosto lá me decidi a iniciar a minha dieta, algo decalcada da que a minha mulher tinha seguido um ano antes, e de um dia para o outro modifiquei uma série de coisas, aboli o pão, a maioria das gorduras, as batatas e massas e dei lugar ao kiwi e cereais ao pequeno-almoço, aos lacticínios (leite, iogurtes e queijo fresco), carne e fiambre magros, às tostas e pão integral, às Saladas e à Sopa (cuja importância vim a reconhecer mais tarde no Programa Peso). Muita água em vez de refrigerantes e cerveja no Verão (2 meses sem cerveja no Verão é possível – eu fiz). Depois das férias, escolher o Prato de Dieta no Refeitório (com legumes e salada e sem batatas) em lugar do “suculento” Cozido à Portuguesa ou do Bife com Batatas Fritas. Além disso, as bicicletas (normal e fixa) foram limpas, lubrificadas e mais importante, … usadas e usadas e usadas. 10 Minutos primeiro, 15 minutos depois; calmamente primeiro, com mais ritmo e “gana” uns tempos depois. Lembro-me de nos primeiros dias as 3 voltas entre a RANP e a RTM, junto à minha casa em Alfragide, terem custado “horrores” e afinal, hoje faço 12 voltas ou uma hora e meia com a maior das naturalidades. Lembro-me da primeira vez que subi com a língua de fora os 8 andares até à minha casa e hoje chego a subir e descer 70 andares num dia (mais um ensinamento do Programa Peso). Que eu saiba nem temos nenhum edifício tão alto em Portugal.
Ao verem-me comer de forma diferente, anunciei a minha decisão e firme intenção de perder peso a todos os que podia pois nem que fosse por vergonha não podia desistir. No entanto, pensei que ainda não tinha os conhecimentos necessários e poderia estar a exagerar. Assim pesquisei a net, primeiro para calcular o meu IMC e depois para encontrar mais alguma informação, e acabei por encontrar o Programa Peso, cujo formato, conteúdo e temas desde logo me atraíram, pelo que procedi à Pré-Inscrição sem saber bem se conseguiria acompanhar as Sessões devido à minha vida profissional.
Penso que aderi ao Programa Peso no momento ideal, a minha cabeça estava feita, a minha decisão tomada, os meus objectivos traçados (e lá teimoso sou eu). E isto era o mais importante pois, a Alteração de Comportamentos Alimentares e de Exercício Físico já estava por mim interiorizada como necessária para o Atingir dos Objectivos. Mas, estava a comportar-me como um Selvagem, como um Ditador Alimentar, situação que aprendi no Programa Peso, funciona num espaço de tempo muito limitado, não é uma Estratégia de Controlo de Peso a longo prazo. Assim, sem deixar de ter os meus Objectivos controlados, suavizei e variei a minha alimentação e embora os evite, deixei de considerar alguns alimentos como proibidos ou tabu, deixei de ter sentimentos de culpa por uma boa jantarada, compenso com Actividade Física e Controlo Alimentar nos dias seguintes (ou anteriores – prever é bom – mais um ensinamento do Programa Peso).
Dado que as questões Psicológicas, de Objectivos estavam já relativamente claras para mim, as questões relacionadas com Alimentação e a Actividade Física foram as que suscitaram a minha maior atenção inicial, pois nada tinha lido sobre o assunto. Comprei o Podómetro, faço registo diário da AF e do Peso, mas não registo Calorias ingeridas nem pretendo tornar-me num Diet Freak / Maniac. Para mim as Sessões mais dedicadas a aspectos Psicológicos funcionam como a “cola” que une todos os outros aspectos, mas aprendi que os Objectivos e Gestão de Expectativas têm de ser Realistas, que a Imagem Corporal é importante para o meu Bem Estar, tudo aspectos que tem de funcionar harmoniosamente com a componente Alimentar e de Actividade Física.
Estas práticas vieram reforçar a minha fé na manutenção dos Meus Objectivos no Médio e Longo Prazo. Se quiserem com a ajuda da Equipa do Programa Peso estou a tentar praticar um Controlo de Peso a Cores face a uma Dieta Monocromática que tinha anteriormente.
Não acredito em receitas milagrosas, acredito que o Controlo de Peso não depende da última dieta da moda mas é um Objectivo Pessoal que depende de um forte empenho e equilíbrio entre os factores Psicológicos e Físicos.
P.S. Este ano parti para Andorra com 74,6 quilos e ganhei a Aposta! |